as aparencias enganam...
Conduzir sozinho, mas em companhia dos meus pensamentos, o destino não interessa, até porque na maior parte das vezes não existe destino, limito-me a conduzir nas calmas, com o rádio ligado baixinho num rádio calma, e entrego-me aos meus pensamentos por completo.
Penso na vida, faço filmes, pondero hipóteses, penso em coisas as vezes sem nexo, mas uma coisa é certa, alivia-me o cérebro.
Quantas vezes não peguei eu já no carro a altas horas da noite e me pus a conduzir pela cidade a pensar? Quantas vezes não tive a companhia dos meus pensamentos nas minhas viagens ao Alentejo?
Aconteceu no dia 19 de Novembro quando voltava da assembleia-geral da rede ex aequo por exemplo. Aconteceu quando regressei este fim-de-semana. Acontece muitas vezes, e sempre que acontece faz me bem.
Com vocês acontece alguma coisa parecido?
Há alguns dias fui almadiçoado com uma dessas correntes que circulam pela blogosfera, e duas vezes no mesmo dia...
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Além disso, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Não podia deixar de referir aqui a data de hoje: Dia de são Valentim. Mas o que é esse dia afinal? Um dia para lembrar quem namora de dar atenção a sua cara metade? Um dia para lembrar a quem não namora que está "sozinh@"?
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Quem me conhece bem sabe (ou talvez até nem saiba) a importancia que dou a palavra amigo, e hoje lembrei me de escrever acerca dos Amigos.
Por vezes não nos lembramos, mas a amizade é uma coisa que se cultiva. Quando bem tratada cresce e floresce, quando nos descuidamos com ela murcha e pode morrer. É preciso regar essa amizade de vez em quando com uma palavra amiga e um sorriso, mesmo que as vezes tenhamos de tomar rumos diferentes e perdermos o contacto.
As vezes estamos a viver na mesma cidade e vemo-nos de mês a mês quando nos cruzamos no centro comercial. Devia de me esforçar mais para estar contigo que es meu amigo ou minha amiga, tenho de melhorar essa minha faceta. Este post de hoje é dedicado aos meus amigos, voçês sabem quem são, tanto os que se encontram a 2000km, 600km, 300km ou 500m.
Não posso dizer que esteja errado de facto hoje sinto me assim, com o espirito em baixo e a carteira tambem...
This Is My Life, Rated | |
Life: | ![]() |
Mind: | ![]() |
Body: | ![]() |
Spirit: | ![]() |
Friends/Family: | ![]() |
Love: | ![]() |
Finance: | ![]() |
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Recuperado do trauma de ter perdido um Post inteirinho por não o ter gravado antes e eu ter dado barraca…
No seguimento do caso de Helena e Teresa, o corajoso casal homosexual que tentou casar no passado dia 04 de Fevereiro, na 7ª conservatória do registo civil de Lisboa, lembrei-me:
Afinal para que servem as nossas Leis? Supostamente são feitas para proteger os cidadãos, gerar ordem, e garantir igualdade de direitos (ou pelo menos é isso que eu acho que elas eram suposto fazer).
Ora vejamos, Teresa e Helena (notem que quando me refiro a este corajoso casal, me refiro a toda a comunidade homosexual) têm todos os deveres de qualquer cidadão comum, mas direitos nem por isso, não tendo direito a casar-se são lhes negado uma grande variedade de direitos que os casais heterosexuais têm (e que a lei da união de facto e a lei de economia comum não contemplam), como por exemplo:
Benefícios do Casamento Civil
Extensão de seguros ao conjugue
Descontos para pessoas casadas e familiares que partilhem a mesma habitação
Benefícios do governo como Segurança Social e Medicare
Deduções nos impostos no caso de desastres naturais
Direitos para efeitos de testemunho em tribunal
Direitos comuns sobre a propriedade
Direitos de herança
Direito de estabelecer acordo pré-nupcial
Direitos automáticos de sobrevivência
Consentimento para autópsia
Direito de organizar funeral
Direito de folga em caso de falecimento de parceito, filho ou familiar do parceiro
Direito de folga para assistência em doença de parceiro ou filho
Direito a tomar decisões em caso de emergência médica
Direitos de visita ao parceiro e filhos num hospital ou outras instituições públicas
Direitos de custodia no caso de um parceiro seriamente ferido
Direito de iniciar processo de morte por negligência
Direitos de custodia partilhada de criança, assim com adopção conjunta
Divisão equitativa de propriedade, custódia de crianças, direitos de visita e apoio no caso de divórcio
Direito de obter protecção contra violência doméstica.
Por outro lado, artigo 13º da constituição diz:
Artigo 13º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
O que pelos vistos entra em conflito com o artigo 1577º do código civil, que diz que o casamento é celebrado "entre duas pessoas de sexo diferente".
É aí que as coisas não batem certo, o artigo 1577º prejudica os cidadãos homosexuais devido a sua orientção sexual.